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Saúde

Mais de 20 mil crianças foram vacinadas irregularmente no país, diz AGU

Ao STF, União relata “quadro preocupante de equívocos na operacionalização da vacinação” de menores de 18 anos

Por: Lárarson Cortelini
19/01/2022 11h41 - Atualizado há 4 meses
Mais de 20 mil crianças foram vacinadas irregularmente no país, diz AGU

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que, até dezembro de 2021, cerca de 20 mil crianças teriam sido vacinadas contra a Covid-19 de forma irregular.

O Ministério da Saúde declarou que teve acesso a dados considerados “extremamente preocupantes” sobre o registro de aplicação de imunizantes em crianças e adolescentes, que revelam a possível administração de milhares de doses fora dos padrões estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO). Segundo a pasta, as informações estão disponíveis na Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS)

Segundo a União, 2.400 crianças de 0 a 4 anos receberam imunizante, além de mais de 18 mil crianças de 5 (cinco) a 11 (onze) anos.

O documento cita ainda um “contexto de risco eminente para a saúde de crianças e adolescentes”.

Atualmente, o único imunizante autorizado no país para aplicação em menores de 18 anos é o produzido pela Comirnaty/Pfizer. Apesar disso, o cadastro indica que, sem qualquer critério aparente, milhares de doses de outros imunizantes foram aplicadas em adolescentes e crianças em diversos estados brasileiros.

O documento também aborda o uso de doses reservadas ao público adulto e vencidas em crianças de idade entre 5 e 11 anos do estado da Paraíba. O erro vacinal é investigado pelo Ministério da Saúde, que estuda quais serão as medidas cabíveis e eventuais efeitos adversos às crianças.

Na manifestação, o chefe da AGU, Bruno Bianco, pede que a Corte determine a suspensão de toda e qualquer campanha de vacinação de crianças e adolescentes em desacordo com as diretrizes prescritas no PNO e nas recomendações da Anvisa.

A AGU diz ainda ser possível cogitar “eventual inconsistência nos registros efetivados pelos Estados e Municípios”, mas presume que as informações contidas na base de dados RNDS, de caráter público, são verídicas e ensejam providências.

“Somente dessa forma será possível retificar os eventuais equívocos, restabelecer a integridade do sistema de monitoramento e proteger os jovens que foram expostos a imunizante inadequados.”

Fonte: Metropoles

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