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Defenda-se - por Claudio Junior Rodrigues dos Santos

Caso de Greenwood nos Estados Unidos: armas legais em posse de pessoas boas e treinadas salvam vidas

Relembre o caso de um atirador que foi neutralizado por um cidadão comum que passava pelo local

Por: Cristine Maraga
01/08/2022 18h27 - Atualizado há um semana
Caso de Greenwood nos Estados Unidos: armas legais em posse de pessoas boas e treinadas salvam vidas

No dia 17 de julho um cidadão civil armado neutralizou um atirador ativo na região de Indianápolis, nos Estados Unidos. O fato ocorreu no interior de um shopping quando um homem armado com um fuzil, covardemente, passou a atirar contra inocentes no local, tirando a vida de três pessoas. Em seguida, ele foi neutralizado por um cidadão comum que estava armado e passava por ali.

Esse tipo de agressor recebe o nome de agressor ativo, que pode ter a sua ação motivada por diversos fatores, tais como religião, terrorismo, xenofobismo, racismo, distúrbio psicológico, distúrbio psiquiátrico, etc. Independentemente do motivo, esses indivíduos têm uma característica em comum: causar o maior dano no menor tempo possível.

Embora alguns casos tenham ocorrido com o emprego de arma de fogo, a exemplo desse evento nos EUA, em situações diversas, esses agressores se utilizam de outras armas ou instrumentos, como machados, lanças ou facas, a exemplo do massacre ocorrido numa creche na cidade de Saudades/SC no ano de 2021. No local, duas professoras e três crianças perderam suas vidas após um jovem de 18 anos invadir o local e atacar as pessoas.

Pois bem, como diz o velho ditado “somente uma pessoa boa e armada, pode parar uma pessoa má e armada”. E o que ocorreu neste caso foi justamente isso. 

Foto: Divulgação/Tatical Fire/Claudio Junior Rodrigues dos Santos

Obviamente, uma pessoa disposta a fazer o mal não irá se submeter ao rígido processo para adquirir uma arma de fogo de forma regular e, caso queira possuir esse instrumento, o fará através do mercado ilegal. Pelo menos essa é a regra que verificamos no dia a dia.

No caso americano, o herói foi um jovem de 22 anos, que portava legalmente uma arma e conseguiu parar o autor do ataque assim que a ação começou, conforme relatou o chefe de polícia de Greenwood, Jim Ison. Este jovem também foi apelidado de “bom samaritano” pelo prefeito da cidade.

Essa ocorrência nos desperta a algumas reflexões: “caso não houvesse uma pessoa boa, armada e treinada no local, quantas vidas mais se perderiam? Se você ou um familiar estivesse num cenário desses, gostaria de ter alguém armado legalmente próximo do fato?”

Foto: Divulgação/Tatical Fire/Claudio Junior Rodrigues dos Santos

Certamente, a utilização de uma arma de fogo exige extrema responsabilidade de seus usuários e em razão disso são cobrados requisitos rigorosos para a sua aquisição. 

Entretanto, ao visualizar eventos como esses apenas reforçamos a convicção de que armas legais em posse de pessoas boas e treinadas salvam vidas, pois é evidente que, independentemente do motivo, sempre haverá alguém propenso a se insurgir como um agressor ativo, e infelizmente, os órgão oficiais poderão não chegar a tempo.

Foto: Divulgação/Tatical Fire/Claudio Junior Rodrigues dos Santos

Na nossa próxima conversa, iremos apontar algumas medidas que podem ser tomadas por um cidadão comum, para aumentar as suas chances de sobrevivência diante de um evento dessa natureza. 

 

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A Coluna Defenda-se é escrita por Claudio Junior Rodrigues dos Santos, Instrutor de Armamento e Tiro.

Para saber mais sobre o colunista siga no Instagram @tatical.fire ou pelo Facebook Claudio Santos  

Essa coluna tem apoio da Esportiva Loja e Fábrica, de Xanxerê. Telefone: (49) 3433-1128

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